Em conversa recente com um amigo e com o reavivar da memória no blog da Cristina sobre o maravilhoso livro de Saint-Exupéry, «O Principezinho», que como é óbvio faz parte da minha biblioteca, e também do meu passado.
Peguei no livro e voltei a Dezembro de 1986, uns meses apenas depois de ter começado a praticar Karaté.
A obra foi-me oferecida pelo então meu mestre de karaté, pessoa relativamente nova, de espírito meio selvagem e que na época tinha desenvolvido um interesse ou paixão algo obsessiva pela minha então jovem pessoa.
Muito aconteceu, mas de facto a memória mais forte foi o dia em que ele me convidou para ir ao cinema, lanchar e conhecer o seu magnifico apartamento, o jipe, a mota e os cães...curiosamente nada disto me impressionou.
O que me tocou foi a oferta sincera de um livro com uma mensagem de amizade que ele marca no livro, e que senti que ele acima de tudo procurava.
Descobri que prezava e buscava a amizade sincera com pessoas que partilhassem os mesmos sonhos e objectivos.
Desse dia ficaram memórias muito positivas que fazem parte da pessoa em que hoje me tornei...e quase havia esquecido...
A minha génese nas artes marciais, o meu longo caminho e a minha visão dos amigos, das relações e do que eu não queria para a minha vida...começou nessa época...
Seguimos rumos muito diferentes de vida, sei que continua como instrutor de karaté em vários locais...nada mais...
Rui...onde quer que estejas, o meu agradecimento por hoje fazeres parte das minhas memórias e de algum modo teres contribuido para o meu percurso nas artes marcais....
8 comentários:
Obrigada...sabes é bem verdade que de facto as pessoas passam pela nossa vida e deixam marcas, algumas ficam arrumadas nas nossas memórias e é bom relembrar..no fundo são parte do nosso percurso nesta vida :):)
Ainda bem que pude contribuir de alguma maneira para esse reavivar... "O Principezinho" é, talvez, o meu livro de sempre!! Já li centenas de livros... e já o li centenas de vezes, mas cada vez que lhe pego, descubro sempre mais qualquer coisa.
Um beijo!
Cristina: De facto o livro é maravilhoso e cada vez que o lemos encontramos algo mais...mas mais do que O Principezinho, a Cidadela é um livro fenomenal...ele escreve maravilhosamente!
E realmente reavivaste-me a memória o que foi muito bom
Beijinhos
no percurso da nossa vida há lugares, coisas e pessoas, que fazem alguma diferença, e com a diferença, crescemos tornamo-nos no que agora somos.
só a consciência, dos momentos, poderá ajudar-nos… se for a recordar também será importante.
beijo amizade
Paulo: É verdade, e o engraçado é que ciclicamente essas memórias afloram à superficie como sinal da importância que tiveram na construção daquilo que hoje somos.
Afinal...recordar é viver!
Beijinho
Djinn...e ao Rui...posso considerar "ninja"?!?! AHHAAH
BEIJIOOOOOOOOOOOOO
Sadeek: Ahhhhhhhh não pá o Rui tinha mesmo uma panca fenomenal porque achava que estavamos na tropa...levavamos cada enfardanço!
Deixa-me dizer-te que num estágio...desmaiei de esforço!!
djinn não podoa concordar mais...
beijo
Enviar um comentário