Há algum tempo atrás num tormentoso dia em que o sofrimento e a tristeza pareciam não terminar, um ilustre desconhecido teve o condão de trazer de volta a minha alma do abismo em que parecia querer volatizar-se.
Pelo bem que me fez não posso deixar de partilhar com todos aqueles que de alguma forma sofrem, um pensamento que me deixou, em singela homenagem...
"A tua realidade é pintada com as cores que lhe deres para pintar", e assim é faz da tua realidade o que quiseres dela e vais ver que até a curva mais apertada pode parecer e tornar-se afinal apenas num desvio para obras...
terça-feira, novembro 18, 2008
domingo, outubro 26, 2008
In šaʾ Allāh (إن شاء الله) - Oxalá
Mais uma vez recupero dos meus estudos da língua árabe, uma palavra por demais conhecida no léxico português como «Oxalá», e cuja tradução literal do árabe «Inch'allah» quer dizer «se Deus quiser».
Do mesmo modo que «maktub», esta palavra, pela sua sonoridade e carga mística (não quero aqui entrar em questões religiosas, inerentes à mesma e que muito daria para discutir), tem para mim um significado especial.
Na minha dualidade enquanto ser humano racional e emocional, são muitos os momentos da vida que perante as dificuldades, obstáculos ou barreiras que parecem intransponíveis, sinto o apelo ao conforto de uma qualquer explicação remetida para entidades incorpóreas de carácter espiritual que me poderiam hipoteticamente ajudar a ultrapassar essas dificuldades.
A minha natureza pragmática e historicista, entra em conflito com a minha natureza emocional e idealista num choque de posições à primeira vista antagónicas.
No entanto, e embora tal não pareça, ambas acabam por se complementar num salutar equilíbrio que me permite viver e olhar para o dia seguinte com serenidade.
Gosto nesses momentos de inquietude da alma de pronunciar para mim «inch'allah» com o dramatismo e a carga mística de que se encontra impregnada.
«O que tiver que ser», mais uma vez e de outro modo, o que estiver predestinado ou escrito.
Acreditar no destino? Nem por isso, não da forma básica e simplicista, não da forma linear que coloca na mão de uma qualquer divindade ou ser incorpóreo supra-natural o destino de cada vida humana.
É uma forma de acreditar algo mística, que engloba a intuição, as decisões que tomamos, e uma certa dose de fé não definida nem parametrizada, de forma concreta.
É inexplicável, mas mais uma vez é uma palavra que acarreta por si só uma força e uma energia que me dão alento e força de viver...
Para cada um de vós, Inch' allah, encontrem o vosso caminho...
Do mesmo modo que «maktub», esta palavra, pela sua sonoridade e carga mística (não quero aqui entrar em questões religiosas, inerentes à mesma e que muito daria para discutir), tem para mim um significado especial.
Na minha dualidade enquanto ser humano racional e emocional, são muitos os momentos da vida que perante as dificuldades, obstáculos ou barreiras que parecem intransponíveis, sinto o apelo ao conforto de uma qualquer explicação remetida para entidades incorpóreas de carácter espiritual que me poderiam hipoteticamente ajudar a ultrapassar essas dificuldades.
A minha natureza pragmática e historicista, entra em conflito com a minha natureza emocional e idealista num choque de posições à primeira vista antagónicas.
No entanto, e embora tal não pareça, ambas acabam por se complementar num salutar equilíbrio que me permite viver e olhar para o dia seguinte com serenidade.
Gosto nesses momentos de inquietude da alma de pronunciar para mim «inch'allah» com o dramatismo e a carga mística de que se encontra impregnada.
«O que tiver que ser», mais uma vez e de outro modo, o que estiver predestinado ou escrito.
Acreditar no destino? Nem por isso, não da forma básica e simplicista, não da forma linear que coloca na mão de uma qualquer divindade ou ser incorpóreo supra-natural o destino de cada vida humana.
É uma forma de acreditar algo mística, que engloba a intuição, as decisões que tomamos, e uma certa dose de fé não definida nem parametrizada, de forma concreta.
É inexplicável, mas mais uma vez é uma palavra que acarreta por si só uma força e uma energia que me dão alento e força de viver...
Para cada um de vós, Inch' allah, encontrem o vosso caminho...
domingo, junho 22, 2008
Memórias...O Principezinho, o karaté e eu...
Em conversa recente com um amigo e com o reavivar da memória no blog da Cristina sobre o maravilhoso livro de Saint-Exupéry, «O Principezinho», que como é óbvio faz parte da minha biblioteca, e também do meu passado.
Peguei no livro e voltei a Dezembro de 1986, uns meses apenas depois de ter começado a praticar Karaté.
A obra foi-me oferecida pelo então meu mestre de karaté, pessoa relativamente nova, de espírito meio selvagem e que na época tinha desenvolvido um interesse ou paixão algo obsessiva pela minha então jovem pessoa.
Muito aconteceu, mas de facto a memória mais forte foi o dia em que ele me convidou para ir ao cinema, lanchar e conhecer o seu magnifico apartamento, o jipe, a mota e os cães...curiosamente nada disto me impressionou.
O que me tocou foi a oferta sincera de um livro com uma mensagem de amizade que ele marca no livro, e que senti que ele acima de tudo procurava.
Descobri que prezava e buscava a amizade sincera com pessoas que partilhassem os mesmos sonhos e objectivos.
Desse dia ficaram memórias muito positivas que fazem parte da pessoa em que hoje me tornei...e quase havia esquecido...
A minha génese nas artes marciais, o meu longo caminho e a minha visão dos amigos, das relações e do que eu não queria para a minha vida...começou nessa época...
Seguimos rumos muito diferentes de vida, sei que continua como instrutor de karaté em vários locais...nada mais...
Rui...onde quer que estejas, o meu agradecimento por hoje fazeres parte das minhas memórias e de algum modo teres contribuido para o meu percurso nas artes marcais....
Peguei no livro e voltei a Dezembro de 1986, uns meses apenas depois de ter começado a praticar Karaté.
A obra foi-me oferecida pelo então meu mestre de karaté, pessoa relativamente nova, de espírito meio selvagem e que na época tinha desenvolvido um interesse ou paixão algo obsessiva pela minha então jovem pessoa.
Muito aconteceu, mas de facto a memória mais forte foi o dia em que ele me convidou para ir ao cinema, lanchar e conhecer o seu magnifico apartamento, o jipe, a mota e os cães...curiosamente nada disto me impressionou.
O que me tocou foi a oferta sincera de um livro com uma mensagem de amizade que ele marca no livro, e que senti que ele acima de tudo procurava.
Descobri que prezava e buscava a amizade sincera com pessoas que partilhassem os mesmos sonhos e objectivos.
Desse dia ficaram memórias muito positivas que fazem parte da pessoa em que hoje me tornei...e quase havia esquecido...
A minha génese nas artes marciais, o meu longo caminho e a minha visão dos amigos, das relações e do que eu não queria para a minha vida...começou nessa época...
Seguimos rumos muito diferentes de vida, sei que continua como instrutor de karaté em vários locais...nada mais...
Rui...onde quer que estejas, o meu agradecimento por hoje fazeres parte das minhas memórias e de algum modo teres contribuido para o meu percurso nas artes marcais....
domingo, junho 15, 2008
Notas de um Estágio de Iaido
Este fim de semana foi inteirinho dedicado ao estágio de Iaido com os sensei Chris Mansfield e Hubert Schmitz que se deslocaram a Portugal para nos proporcionar este magnífico estágio.
O balanço geral é muito positivo tanto do ponto de vista técnico como no bom ambiente e no convívio entre todos os participantes.
Dia 13 de Junho 2008
No decorrer da manhã entre as 9:30 e as 12:30 o estágio iniciou com esclarecimentos técnicos sobre a etiqueta (reiho) e sobre as quatro primeiras katas de seitei iai bem como a prática das mesmas,
Mae
Ushiro
Ukenagashi
Tsuka Ate
Após o almoço, e até às 17:30, a continuidade dos esclarecimentos e práticas das quatro katas seguintes,
Kesagiri
Morote Tsuki
Sanpogiri
Ganmenate
O primeiro dia tendo sido bastante técnico foi menos cansativo do que esperava, mas ainda assim não deixei ao chegar a casa, dormir duas boas horitas para repor energias para o dia seguinte, que prometia ser mais duro...
O jantar, esse foi muito agradável num restaurante oriental com alguém muito especial que me fez provar saké quente pela primeira vez...
14 de Junho 2008
Segundo dia de estágio dá continuidade à práticas das últimas quatro katas de seitei iai,no mesmo esquema de aperfeiçoamento técnico detalhado,
Soete Tsuki
Chihogiri
Sogiri
Nuki Uchi
Após o almoço, o esquema do treino altera-se dividindo-se os praticantes em dois grupos um de graduados (no qual se inclui o Requiem) e outro de não graduados onde me incluo.
O meu grupo iniciou o treino e prática de outras katas desta vez de Koryu das quais e dado terem sido novas katas, só consegui de facto fixar três nomes, das seis que praticamos,
Shohatto
Koranto
Nuki Uchi (Batto)
A intensidade e ritmo deste dia foi superior ao primeiro dia do estágio, considerando o substancial manancial de informação que recebemos e que tentamos processar mas que só ao longo de uma prática continuada futura permitirá consolidar minimamente.
Este segundo dia culminou com um belíssimo jantar de grupo entre participantes e senseis num óptimo restaurante italiano.
O ambiente e o convívio entre as pessoas foi óptimo, divertido e muito bem disposto apesar do cansaço evidente que já se fazia sentir após os dois dias de estágio.
O regresso a casa é que foi mais doloroso pela hora tardia e por pensar que no dia seguinte ai ai ai lá teria que estar no dojo às 9:00 da manhã!
Dia 15 de Junho de 2008
Este terceiro e último dia de estágio que ocorria apenas da parte da manhã, foi dedicado ao treino de todas as katas da primeira à décima segunda.
A atenção centrou-se na prática conjunta das katas por vários grupos de pessoas, atentando em situações como ritmo, estado de «alerta» permanente a tudo o que nos rodeia e outros detalhes que fazem do Iaido uma das disciplinas do Budo e que devemos se de facto queremos ser iaidocas no pleno sentido do termo, comportarmo-nos como tal.
O espírito dentro do dojo, desde o primeiro instante em que entramos deve ser um espírito marcial...
O balanço final foi de um estágio muito bom a todos os níveis que me permitiu regressar em força aos treinos.
Sinto-me de novo em paz e no bom caminho...no meu caminho...naquele que escolhi e do qual gostaría muito de não voltar a ter que me desviar...
O balanço geral é muito positivo tanto do ponto de vista técnico como no bom ambiente e no convívio entre todos os participantes.
Dia 13 de Junho 2008
No decorrer da manhã entre as 9:30 e as 12:30 o estágio iniciou com esclarecimentos técnicos sobre a etiqueta (reiho) e sobre as quatro primeiras katas de seitei iai bem como a prática das mesmas,
Mae
Ushiro
Ukenagashi
Tsuka Ate
Após o almoço, e até às 17:30, a continuidade dos esclarecimentos e práticas das quatro katas seguintes,
Kesagiri
Morote Tsuki
Sanpogiri
Ganmenate
O primeiro dia tendo sido bastante técnico foi menos cansativo do que esperava, mas ainda assim não deixei ao chegar a casa, dormir duas boas horitas para repor energias para o dia seguinte, que prometia ser mais duro...
O jantar, esse foi muito agradável num restaurante oriental com alguém muito especial que me fez provar saké quente pela primeira vez...
14 de Junho 2008
Segundo dia de estágio dá continuidade à práticas das últimas quatro katas de seitei iai,no mesmo esquema de aperfeiçoamento técnico detalhado,
Soete Tsuki
Chihogiri
Sogiri
Nuki Uchi
Após o almoço, o esquema do treino altera-se dividindo-se os praticantes em dois grupos um de graduados (no qual se inclui o Requiem) e outro de não graduados onde me incluo.
O meu grupo iniciou o treino e prática de outras katas desta vez de Koryu das quais e dado terem sido novas katas, só consegui de facto fixar três nomes, das seis que praticamos,
Shohatto
Koranto
Nuki Uchi (Batto)
A intensidade e ritmo deste dia foi superior ao primeiro dia do estágio, considerando o substancial manancial de informação que recebemos e que tentamos processar mas que só ao longo de uma prática continuada futura permitirá consolidar minimamente.
Este segundo dia culminou com um belíssimo jantar de grupo entre participantes e senseis num óptimo restaurante italiano.
O ambiente e o convívio entre as pessoas foi óptimo, divertido e muito bem disposto apesar do cansaço evidente que já se fazia sentir após os dois dias de estágio.
O regresso a casa é que foi mais doloroso pela hora tardia e por pensar que no dia seguinte ai ai ai lá teria que estar no dojo às 9:00 da manhã!
Dia 15 de Junho de 2008
Este terceiro e último dia de estágio que ocorria apenas da parte da manhã, foi dedicado ao treino de todas as katas da primeira à décima segunda.
A atenção centrou-se na prática conjunta das katas por vários grupos de pessoas, atentando em situações como ritmo, estado de «alerta» permanente a tudo o que nos rodeia e outros detalhes que fazem do Iaido uma das disciplinas do Budo e que devemos se de facto queremos ser iaidocas no pleno sentido do termo, comportarmo-nos como tal.
O espírito dentro do dojo, desde o primeiro instante em que entramos deve ser um espírito marcial...
O balanço final foi de um estágio muito bom a todos os níveis que me permitiu regressar em força aos treinos.
Sinto-me de novo em paz e no bom caminho...no meu caminho...naquele que escolhi e do qual gostaría muito de não voltar a ter que me desviar...
quinta-feira, junho 12, 2008
Estágio do Iaido
Os próximos três dias vão ser passados em estágio de Iaido pelo que já me estou a preparar.
O trabalho e o esforço vão ser grandes, e acho que no domingo quando terminar não me vou conseguir mexer, mas tenho a certeza que o que vou aprender e evoluir compensará de longe o estafanço que vai ser.
Sobretudo porque está calor, os pavilhões são quentes e o meu GI é um inferno de quente!
Está na hora de cravar alguém que em breve vai à Holanda para me trazer equipamento novo :P:P:P:P
Até comprei um livrinho de notas com imagens japonesas para ir registando o que de importante for salientado.
Depois vos contarei o resultado...
O trabalho e o esforço vão ser grandes, e acho que no domingo quando terminar não me vou conseguir mexer, mas tenho a certeza que o que vou aprender e evoluir compensará de longe o estafanço que vai ser.
Sobretudo porque está calor, os pavilhões são quentes e o meu GI é um inferno de quente!
Está na hora de cravar alguém que em breve vai à Holanda para me trazer equipamento novo :P:P:P:P
Até comprei um livrinho de notas com imagens japonesas para ir registando o que de importante for salientado.
Depois vos contarei o resultado...
quinta-feira, junho 05, 2008
Stitch e Eu...

Confesso que tenho uma predilecção especial por esta simpática personagem da Walt Disney.
Passo a explicar-vos porquê. Certo dia a minha mãezinha teve oportunidade de juntamente com o netinho querido ver o filme Lilo & Stitch.
O que não estava no programa era a avózinha querida dizer ao netinho que a mãe (EU!) quando era pequena era pior que o Stitch!
Ora bem...de facto segundo rezam as crónicas familiares...parece que de facto era uma criança assim para o «sogadita» que só fazia disparates.
Não só consegui correr com todas as criadas que a minha boa mãe arranjou...como quase matei de susto um pobre gato que uma delas trazia escondido numa alcofa (mas isso é outra história!).
Fica portanto a confissão oficial...Ok..era mesmo uma diabinha!
Stitch! És o maior....
quarta-feira, maio 21, 2008
Só para quem aprecia...

Para quem gosta de ler obras de diversas áreas sobre o Japão aconselho a consultarem esta editora que publica muito bom material sobre os diversos aspectos da cultura japonesa.
Tenho diversas obras que vão da literatura às artes marciais e são de excelente qualidade.
Esta é a minha próxima leitura
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