Porque me parece que esta letra da música «waka, waka» resume o espírito daquilo que este fim de semana terei de enfrentar, no estágio...
«You're a good soldier
Choosing your battles
Pick yourself up
And dust yourself off
And back in the saddle
You're on the frontline
Everyone's watching
You know it's serious
We're getting closer
This isnt over
The pressure is on
You feel it
But you've got it all
Believe it
When you fall get up
Oh oh...
And if you fall get up
Oh oh...»
sexta-feira, outubro 08, 2010
quinta-feira, agosto 27, 2009
Deserto da alma...
Passaram-se muitas estações, muitas luas e o apelo nunca morreu, nunca esmoreceu sempre latente, sempre presente.
Uma manhã clara e luminosa, levantei-me com um desejo íntimo e muito pessoal de partir. De deixar este mundo de suposta civilização e desaparecer na vastidão de um qualquer deserto longínquo, não importa onde...não importa por quanto tempo...
Perder-me num mundo que é meu e onde nunca estive, vogar ao sabor do destino, deixar-me ir na corrente de sensações, reencontrar-me no âmago da terra escaldante ou para sempre me perder...
Uma manhã clara e luminosa, levantei-me com um desejo íntimo e muito pessoal de partir. De deixar este mundo de suposta civilização e desaparecer na vastidão de um qualquer deserto longínquo, não importa onde...não importa por quanto tempo...

Perder-me num mundo que é meu e onde nunca estive, vogar ao sabor do destino, deixar-me ir na corrente de sensações, reencontrar-me no âmago da terra escaldante ou para sempre me perder...
quinta-feira, agosto 20, 2009
terça-feira, março 03, 2009
Wolf Totem...The pathfinder
Originário das culturas índias da América do Norte os «totems» sempre me fascinaram. Recentemente apelidaram-me de loba, impelida fiz o teste...e descobri que de facto o meu «totem» é o lobo...
Wolf Totems
Wolves are the epitome of stamina, known to run 35 miles a day in pursuit of prey. They are highly misunderstood animals, who have gained the reputation of being cold blooded. In reality wolves are friendly and social creatures. Aggression is something they avoid, preferring rather to growl or create a posture to show dominance.
Even though living in close knit packs provide wolves with a strong sense of family, they are still able to maintain their individuality. Wolves represent the spirit of freedom, but they realize that having individual freedom requires having responsibilities.
Because wolf is a teacher and pathfinder, he comes when we need guidance in our lives. Those who have a Wolf Totem will move on to teach others about sacredness and spirituality. Wolf can also teach how to balance the responsibility of family needs and not to lose one's personal identity.
Wolf teaches us to develop strength and confidence in our decisions. He shows we will learn to trust our insights once we learn how to value our inner voice. This wisdom keeps us from inappropriate action. If wolf appears in your life examine where you need to develop more confidence and if you need more balance between friends, family, and yourself.
Wolf Totems
Wolves are the epitome of stamina, known to run 35 miles a day in pursuit of prey. They are highly misunderstood animals, who have gained the reputation of being cold blooded. In reality wolves are friendly and social creatures. Aggression is something they avoid, preferring rather to growl or create a posture to show dominance.
Even though living in close knit packs provide wolves with a strong sense of family, they are still able to maintain their individuality. Wolves represent the spirit of freedom, but they realize that having individual freedom requires having responsibilities.
Because wolf is a teacher and pathfinder, he comes when we need guidance in our lives. Those who have a Wolf Totem will move on to teach others about sacredness and spirituality. Wolf can also teach how to balance the responsibility of family needs and not to lose one's personal identity.
Wolf teaches us to develop strength and confidence in our decisions. He shows we will learn to trust our insights once we learn how to value our inner voice. This wisdom keeps us from inappropriate action. If wolf appears in your life examine where you need to develop more confidence and if you need more balance between friends, family, and yourself.
domingo, fevereiro 22, 2009
Corre loba...
Os raios de sol quentes da manhã tocaram levemente a minha face.
O calor invadiu a minha alma, que aos poucos se sente esfriar.
Sinto amornecer o coração de loba que quer partir, que quer fugir,
que quer negar um novo amanhã, que se quer esconder no coração escuro da floresta.
Inicio uma corrida contra o tempo, contra mim, rasgo-me nas silvas, sinto a dor, sinto o sangue escorrer das feridas.
Embrenho-me no âmago da floresta, acolho o toque sedoso do vento que acaricia o meu pelo, e me sussurra - «corre, anda loba, foge do teu destino». Que destino pergunto ao vento, uma loba solitária que se perde da alcateia não tem rumo, está irremediavelmente só...
Corro, cada vez mais veloz, perdendo-me por entre o verde arvoredo que mal deixa passar uma réstea de luz, fujo da minha sombra que se faz ténue.
Escondo-me algures numa toca, perdida no fim do mundo, fecho os olhos e lambo as feridas, desejando ficar ali sossegada e escondida do mundo cruel lá de fora.
Oiço um ruído e espreito, perto de uma clareira, outro ser da mesma espécie, um lobo sente o meu cheiro, e aproxima-se.
Olha-me, e lê no meu olhar tudo aquilo que sempre quis esconder, e aproxima-se, devagar...
Não tenhas medo, não te quero fazer mal...vem anda, vamos correr pelo bosque, vamos ver juntos o sol nascer, anda ver como o lago reflecte o céu que se faz estrelado, anda sentir a brisa do entardecer acariciar o pelo sedoso.
Anda, uivemos ao luar e vamos pedir à lua que nos proteja.
Partilhemos trilhos infindos, montes e vales, atravessemos rios, e prados floridos.
O olhar dele, penetrante, cálido e ao mesmo tempo protector, faz-me dar um passo para fora da toca.
Ao ver as minhas feridas diz, deixa-me tratar dos teus ferimentos, hoje estou aqui, deixa-me ficar. Sei que és forte, mas deixa-me proteger-te, caminhemos juntos...
Mais um passo para fora da toca, e devagar vou deixando que ele se aproxime.
Sinto a sua força, e olho-o inquirindo se de facto deseja correr comigo ao vento, se quer percorrer os trilhos do mundo, uivar ao luar, dormir à beira do lago...
A intuição leva a loba a não precisar de resposta, a deixar que o lobo solitário se aproxime, e a leve...primeiro devagar começa a corrida.
Depois uma corrida desenfreada, como se o tempo fugisse, como se o mundo fosse acabar, rumo a um destino desconhecido, que tanto pode ser um fatal precipício como um prado cheio de belas flores que reflectem o sol brilhante que aquece, longe da floresta escura e melancólica onde os seus raios não conseguem penetrar.
Corre loba, corre contra o vento, contra o mundo, contra o destino...
Quem sabe no final daquele arco-íris que surje depois da chuvada morna, esteja o pote de ouro guardado pelos duendes onde reside a felicidade.
Corre loba, corre...
O calor invadiu a minha alma, que aos poucos se sente esfriar.
Sinto amornecer o coração de loba que quer partir, que quer fugir,
que quer negar um novo amanhã, que se quer esconder no coração escuro da floresta.
Inicio uma corrida contra o tempo, contra mim, rasgo-me nas silvas, sinto a dor, sinto o sangue escorrer das feridas.
Embrenho-me no âmago da floresta, acolho o toque sedoso do vento que acaricia o meu pelo, e me sussurra - «corre, anda loba, foge do teu destino». Que destino pergunto ao vento, uma loba solitária que se perde da alcateia não tem rumo, está irremediavelmente só...
Corro, cada vez mais veloz, perdendo-me por entre o verde arvoredo que mal deixa passar uma réstea de luz, fujo da minha sombra que se faz ténue.
Escondo-me algures numa toca, perdida no fim do mundo, fecho os olhos e lambo as feridas, desejando ficar ali sossegada e escondida do mundo cruel lá de fora.
Oiço um ruído e espreito, perto de uma clareira, outro ser da mesma espécie, um lobo sente o meu cheiro, e aproxima-se.
Olha-me, e lê no meu olhar tudo aquilo que sempre quis esconder, e aproxima-se, devagar...
Não tenhas medo, não te quero fazer mal...vem anda, vamos correr pelo bosque, vamos ver juntos o sol nascer, anda ver como o lago reflecte o céu que se faz estrelado, anda sentir a brisa do entardecer acariciar o pelo sedoso.
Anda, uivemos ao luar e vamos pedir à lua que nos proteja.
Partilhemos trilhos infindos, montes e vales, atravessemos rios, e prados floridos.
O olhar dele, penetrante, cálido e ao mesmo tempo protector, faz-me dar um passo para fora da toca.
Ao ver as minhas feridas diz, deixa-me tratar dos teus ferimentos, hoje estou aqui, deixa-me ficar. Sei que és forte, mas deixa-me proteger-te, caminhemos juntos...
Mais um passo para fora da toca, e devagar vou deixando que ele se aproxime.
Sinto a sua força, e olho-o inquirindo se de facto deseja correr comigo ao vento, se quer percorrer os trilhos do mundo, uivar ao luar, dormir à beira do lago...
A intuição leva a loba a não precisar de resposta, a deixar que o lobo solitário se aproxime, e a leve...primeiro devagar começa a corrida.
Depois uma corrida desenfreada, como se o tempo fugisse, como se o mundo fosse acabar, rumo a um destino desconhecido, que tanto pode ser um fatal precipício como um prado cheio de belas flores que reflectem o sol brilhante que aquece, longe da floresta escura e melancólica onde os seus raios não conseguem penetrar.
Corre loba, corre contra o vento, contra o mundo, contra o destino...
Quem sabe no final daquele arco-íris que surje depois da chuvada morna, esteja o pote de ouro guardado pelos duendes onde reside a felicidade.
Corre loba, corre...
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
A Loba
Porque alguém me descreveu como sendo uma loba, porque sei que tem razão e porque quero perpetuar a memória de tão belas palavras...
Tu és uma loba porque tens um olhar de perdição que torna inerte qualquer um,
És loba porque tens instinto maternal...
És loba porque proteges os teus...
És loba porque constróis e crias...
És loba porque és solidão acompanhada na liderança da tua alcateia...
És loba porque és vento e luar...
És loba porque o diabo de vermelho é uma loba que uiva ao luar clamando amor e justiça...
Tu és uma loba porque tens um olhar de perdição que torna inerte qualquer um,
És loba porque tens instinto maternal...
És loba porque proteges os teus...
És loba porque constróis e crias...
És loba porque és solidão acompanhada na liderança da tua alcateia...
És loba porque és vento e luar...
És loba porque o diabo de vermelho é uma loba que uiva ao luar clamando amor e justiça...
terça-feira, dezembro 30, 2008
O Templo da Lua - IV
Nas brumas das eras antigas esfuma-se o nascimento do majestoso Templo da Lua, refúgio dedicado ao culto da poderosa princesa Sakura, senhora da Vida.
Nas crónicas ancestrais, as sacerdotisas que fielmente servem a deusa, seguem os rituais estabelecidos desde os primórdios que permitem a renovação das castas sacerdotais.
Os anais revelam que a cada ciclo de estações as jovens sacerdotisas noviças deverão entregar-se ao ritual da Primavera, copulando com um jovem terreno.
Por regra apenas os recém-nascidos do sexo feminino eram mantidas no templo e educadas pelas sacerdotisas para, a seu tempo, se tornarem nas novas servidoras da deusa. Os recém-nascidos varões retornavam ao seu progenitor e eram criados como qualquer outra criança junto da família terrena.
Sakura, senhora da Vida e Chisan, senhor da Morte eram ambos filhos dos deuses Hiroichi, o Caos e Hironi, a Ordem, responsáveis pela criação do cosmos conhecido.
No tempo em que a ordem reinava, os contactos entre os sacerdotes e sacerdotizas dos templos era estritamente proibido e severamente punido, nas situações mais graves com a morte.
(continua...)
Nas crónicas ancestrais, as sacerdotisas que fielmente servem a deusa, seguem os rituais estabelecidos desde os primórdios que permitem a renovação das castas sacerdotais.
Os anais revelam que a cada ciclo de estações as jovens sacerdotisas noviças deverão entregar-se ao ritual da Primavera, copulando com um jovem terreno.
Por regra apenas os recém-nascidos do sexo feminino eram mantidas no templo e educadas pelas sacerdotisas para, a seu tempo, se tornarem nas novas servidoras da deusa. Os recém-nascidos varões retornavam ao seu progenitor e eram criados como qualquer outra criança junto da família terrena.
Sakura, senhora da Vida e Chisan, senhor da Morte eram ambos filhos dos deuses Hiroichi, o Caos e Hironi, a Ordem, responsáveis pela criação do cosmos conhecido.
No tempo em que a ordem reinava, os contactos entre os sacerdotes e sacerdotizas dos templos era estritamente proibido e severamente punido, nas situações mais graves com a morte.
(continua...)
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